Impostômetro

terça-feira, 7 de junho de 2011

Copom inicia mais uma reunião para avaliar taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje (7) à tarde a quarta reunião do ano para avaliar um possível ajuste da taxa básica de juros (Selic). Nas três vezes anteriores houve elevações em janeiro (de 10,75% para 11,25%), em março (para 11,75%) e em abril (para os atuais 12%). Agora, os analistas financeiros aguardam novo aumento de 0,25 ponto percentual, para 12,25% ao ano.
Essa é a opinião do professor de macroeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rogério Mori. Segundo ele, “a inflação ainda segue pressionada, embora exista perspectiva de algum alívio no curto prazo”. Para ele, os sinais ainda apontam para um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superior a 6% neste ano, além de a atividade econômica continuar aquecida, embora em menor ritmo.
Mori disse que alguns sinais de acomodação da atividade econômica começam a surgir, em decorrência do aperto na política monetária inciado no fim do ano passado. Apesar disso, o professor acha que o BC deve continuar o processo de elevações graduais da Selic até que a inflação dê mostras consistentes de convergência para o centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% ao ano.
Como Rogério Mori, a quase totalidade dos analistas de instituições financeiras consultados por pesquisa do BC, na última sexta-feira (3), acreditam em elevação da Selic para 12,25% ao ano, como mostra o boletim Focus divulgado ontem (6). Mas isso só será definido amanhã (8) à noite, depois da segunda rodada da reunião do Copom, que é realizada sempre em dois dias.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comércio online cresce, mas é parte modesta do varejo, segundo Ipea

A receita obtida pelo comércio eletrônico permanecia inferior a 1 por cento das vendas totais do varejo brasileiro em 2008, apontou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Apesar de terem saltado de 2,4 bilhões para 5,9 bilhões de reais de 2003 para 2008, as vendas online ainda eram pouco representativas para o setor varejista como um todo, mostrou a pesquisa, que é a primeira do Ipea dedicada ao e-commerce.
O cenário se repete em relação à quantidade de empresas que aderiu a esse tipo de serviço. O número de companhias com atuação na Internet passou de 1.305 para 4.818 no mesmo intervalo, o que correspondia a somente 0,4 por cento do número de empresas varejistas no Brasil em 2008.
De acordo com o estudo, as lojas especializadas tiveram maior destaque nas vendas, respondendo por 73 por cento do volume total comercializado em 2008. Os produtos mais vendidos foram artigos culturais, recreativos e esportivos, incluindo CDs e DVDs, assim como produtos eletrônicos e acessórios. Em seguida aparecem produtos de perfumaria, cosméticos, itens farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de óptica.
O Ipea constatou que a adoção dos serviços de comércio eletrônico contribui para o aumento da produtividade das companhias, pois diminui custos de transação. No entanto, eles exigem investimentos em logística e tecnologia da informação.

Quem compra pela internet
Do total de 63 milhões de usuários da Web em 2009, 19 por cento já fez compras online, segundo dados do Comitê Gestor da Internet citados no documento do Ipea.
A maioria são homens entre 35 a 44 anos com poder aquisitivo e níveis de instrução mais elevados.
De acordo com a pesquisa, não há diferença estatística significativa entre a propensão às compras online entre indivíduos empregados e pessoas inativas economicamente.
A pesquisa também contrariou a crença de que usuários de redes sociais tenham maior participação no volume de compras, devido à grande quantidade de propagandas nesse tipo de site.
Segundo o Ipea, isso pode ser explicado pelo fato de que o público das redes sociais é mais jovem. A probabilidade de consumo diminui alinhada à queda na faixa etária dos internautas.
 

Fonte: Exame.com

Número de TVs conectadas à Internet superará o de pessoas em 2015

O número de televisores conectados à Internet superará o de pessoas no mundo em 2015, segundo as previsões do diretor da "Future Casting & Experience Research" da Intel, o pesquisador Brian David Johnson.
O analista, pioneiro no desenvolvimento de inteligência artificial e robótica, calcula que em quatro anos existirão cerca de 15 bilhões de aparelhos de televisão com conexão à rede.
Além disso, previu que o número de horas de conteúdos disponíveis será de 500 bilhões, afirmou por videoconferência durante as jornadas da Associação Espanhola de Empresas de Televisão Interativa (AEDETI).
Em sua opinião, a televisão dos próximos anos continuará sendo "o centro da vida nos lares", mas "será muito mais informativa" e antes de tudo social, para favorecer a conexão com familiares e amigos.
Também seguirá sendo a companheira fiel do ser humano, e será complementada com "a inteligência do computador" para que a tela ajude o telespectador a escolher o que realmente o interessa.

Fonte: Exame.com

quarta-feira, 1 de junho de 2011

HP faz recall de 162 mil baterias de laptops

A Hewlett-Packard (HP) anunciou o recall de 162 mil baterias lithium-ion após descobrir que um modelo serial desse produto não havia sido incluído no último recall em 2010.
As baterias mencionadas nesse novo recall estão embarcadas em notebooks vendidos entre julho de 2007 e maio de 2008. De acordo com a HP, as mesmas podem apresentar superaquecimento e ruptura, que poderão causar incêndios ou explosões.
As 162 mil baterias são utilizadas em notebooks Compaq e HP e somam ao recall de 54 mil peças em 2010 e outras 70 mil unidades em 2009. A empresa recomenda que os usuários que possuírem notebooks com estes problemas, devem imediatamente remover a bateria da máquina e entrar em contato com o serviço de atendimento da HP.
Cerca de 5% das baterias vendidas nesse período apresentaram esse defeito. A empresa não explicou como deixou essa leva de fora do último recall, porém afirmou que investigações entre os distribuidores apontaram falhas nesse pacote adicional de baterias.
A lista de máquinas afetadas pode ser verificada através do site da HP.

Fonte: Exame.com

Entram em vigor novas regras para uso do cartão de crédito

As regras que padronizam o uso do cartão de crédito entram em vigor hoje (1º). A quantidade de tarifas cobradas caiu de aproximadamente 80 para cinco, no caso de cartões novos. A decisão de mudar as regras do uso do cartão de crédito foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro do ano passado.
Além da anuidade, só poderão ser cobradas tarifas pelo fornecimento de segunda via do cartão, pela retirada de dinheiro na função saque, pelo pagamento de contas e pela avaliação emergencial de limite de crédito pelo cliente. Para os clientes que já trabalham com cartão de crédito, as cinco tarifas permitidas passam a valer a partir de 1º de junho de 2012.
Outra mudança foi o percentual da parcela mínima mensal para pagamento do cartão, que passa a ser 15%. Em 1º de dezembro, a parcela mínima para pagamento passará para 20% do total da fatura. Desde março passado, também não existe mais a cobrança de tarifas para as contas eletrônicas, exceto a anuidade. Essas contas são operadas diretamente pelo consumidor, como na internet, sem a necessidade de comparecimento às agências.
O CMN instituiu ainda uma diferenciação, nos tipos de cartão, que vai permitir aos clientes comparar os preços e escolher o mais adequado para suas necessidades. Passam a existir dois tipos de cartão destinados às pessoas físicas: o básico e o diferenciado. O básico poderá ser utilizado exclusivamente nas funções clássicas de pagamentos de bens e serviços em estabelecimentos credenciados, incorporando as opções de compra ou parcelamento.
O cartão diferenciado foi classificado como aquele associado a programa de benefícios e recompensa, como a troca de milhagens por passagens aéreas. Essas vantagens terão que ser incluídas apenas na anuidade e não terão taxas específicas. A instituição financeira terá que informar aos clientes todos os serviços incluídos nas tarifas. Continua proibido o envio de cartões para o cliente sem autorização prévia.
Além das tarifas, na fatura do cartão também terão de constar informações como o limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação, gastos, por evento, inclusive quando o saldo é parcelado e os encargos cobrados, informados de acordo com a operação.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sony promete normalizar PlayStation Network no domingo

A multinacional japonesa Sony disse nesta terça-feira que sua rede PlayStation Network (PSN), atacada por "hackers" em abril, estará plenamente restabelecida no próximo domingo em todas as regiões do mundo, exceto em Hong Kong, Japão e Coreia do Sul.
A restauração total da rede interativa da Sony para os consoles PS3 e PSP permitirá que usuários europeus e do continente americano voltem a adquirir e descarregar jogos na rede.
O serviço, suspenso em 21 de abril após uma invasão que envolveu o roubo de dados de cerca de 77 milhões de usuários, já foi reiniciada parcialmente na América do Norte, Europa e outras regiões em 15 de maio e, desde o sábado, também parcialmente no Japão e em outros países asiáticos.
A gigante japonesa da eletrônica explicou que no domingo também restaurará parcialmente o Qriocity, outro de seus serviços atacados em abril.
Por enquanto, a empresa não pôde dar uma data concreta para o restabelecimento pleno da PlayStation Network em Hong Kong, Japão e Coreia do Sul.
"Não se pode reativar de maneira total por várias razões que não podemos revelar, e que, além disso, variam segundo o país", explicou à Agência Efe um porta-voz da Sony Computer Entertainment.
Para compensar seus clientes pela suspensão do serviço, a PlayStation Network oferecerá, em função da região e do usuário, jogos de presente ou assinaturas gratuitas do serviço durante um ou dois meses.
A Sony se tornou um dos principais alvos de piratas virtuais, já que, além dos ataques combinados de abril, em maio também foram roubados dados de usuários de outras páginas pertencentes à multinacional.
A Sony anunciou na semana passada uma perda líquida de 259,6 bilhões de ienes (US$ 3,242 bilhões) no ano fiscal de 2010, seis vezes mais do que perdeu no ano anterior.
No entanto, apesar dos ataques a suas redes, a empresa prevê para o atual ano fiscal lucro líquido de 80 bilhões de ienes (US$ 998 milhões).
 

Fonte: Exame.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Google terá serviço de pesquisa de preços no Brasil

Deve estrear no Brasil, nas próximas semanas, o Google Product Search, serviço de comparação de preços disponível nos Estados Unidos e em nove outros países. O Google já esteve conversando com empresas brasileiras que desenvolvem sites de comércio eletrônico. E algumas delas já preparam as lojas online para fornecer o catálogo de produtos ao comparador do Google.
Diferentemente do Buscapé, que é líder em serviços de comparação de preços no Brasil, o Google não cobra uma taxa do lojista para que seus produtos apareçam na pesquisa. Ele também não aceita pagamentos para que determinadas ofertas sejam exibidas primeiro na lista de resultados. Em vez disso, o site de buscas ganha dinheiro exibindo anúncios associados à pesquisa do usuário.
Do ponto de vista do consumidor, o Google Product Search é parecido com outros comparadores de preço. Quando alguém faz uma busca, o serviço mostra uma descrição do produto, o preço mínimo encontrado e uma avaliação (de uma a cinco estrelas) feita pelos usuários. Mais abaixo, vem a lista de lojas com os respectivos preços — cada uma também com uma avaliação dos usuários. No final, ficam os comentários sobre o produto e uma lista de itens similares.

Fonte: Exame.com

Google Brasil terá que indenizar usuária do Orkut em R$ 30 mil

O Google Brasil foi condenada a indenizar em R$ 30 mil uma usuária do Orkut por danos morais.
Segundo a nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Viviane Thebas Bóia teve o seu perfil na rede social invadido em 2005. Fotos e dados pessoais da internauta foram violados.
O invasor criou um perfil falso da usuária. Na página, ela era ofendida e associada a vulgaridades, inclusive tendo o seu nome modificado. A usuária só soube do ocorrido após ser alertada por amigos.
De acordo com o TJ-RJ, Viviane entrou em contato com os responsáveis pelo site solicitando a imediata retirada do ar do perfil fake, mas não obteve sucesso em seu pedido.
Em sua defesa, o Google alegou que apenas hospeda o domínio Orkut, afirmando não ter sido ele, Google, o autor das ofensas dirigidas à usuária. Alegou, ainda, não possuir capacidade técnica para monitorar todas as informações publicadas pelos usuários da rede que venham a causar danos a outros.
Contudo, em sua decisão, a desembargadora relatora Célia Maria Vidal, da 18ª Câmara Cível do tribunal concluiu: “o fato reflete a falta do dever de cautela na contratação e a falha no dever de segurança nos serviços prestado aos consumidores, permitindo a inserção de conteúdos lesivos aos usuários, sem nenhum monitoramento".

Fonte: Exame.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Governo Central tem superávit de R$ 41,479 bilhões e supera metade da meta

Brasília - O superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) até abril já ultrapassou a metade do previsto para todo o ano de 2011. O superávit é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. Números divulgados hoje (26) pelo Ministério da Fazenda mostram que, nos quatro primeiros meses do ano, a economia chegou a R$ 41,479 bilhões, enquanto a meta é R$ 81,7 bilhões neste ano. Em 12 meses até abril, o resultado ficou em R$ 95,7 bilhões (2,51% do PIB).
Em abril, a economia chegou a R$ 15,6 bilhões, contra R$ 9,1 bilhões registrados em março. “Não houve nada de especial em abril que indicasse esse resultado, mas é um mês que tem, por exemplo, o recolhimento da primeira cota e da cota única do Imposto de Renda Pessoa Física", destacou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, em entrevista coletiva para apresentar os dados. “O superávit alto em abril é normal. Na verdade, o que foi altamente positivo foi o de março”, completou.
No mês passado, o Tesouro Nacional contribuiu para o resultado com R$ 21,4 bilhões, enquanto a Previdência Social e o Banco Central registraram déficits de R$ 5,7 bilhões e R$ 5,2 bilhões respectivamente.
O resultado do primeiro quadrimestre reflete, principalmente, o crescimento de R$ 14,8 bilhões (35,1%) no superávit do Tesouro Nacional e a redução de R$ 2 bilhões (11,8%) no déficit da Previdência Social.
O Ministério da Fazenda informou ainda que houve uma elevação de R$ 12,1 bilhões (27,3%) nas transferências a estados e municípios nos quatro primeiros meses de 2010. As despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) cresceram R$ 2,1 bilhões (39,3%) no mesmo período.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Profissionais que usam dispositivos móveis trabalham 240 horas a mais no ano

Pessoas que utilizam equipamentos móveis de comunicação (como smartphones e tablets) para fins profissionais costumam trabalhar mais horas do que as demais. Esta é uma das conclusões de um levantamento realizado pela iPass – fornecedora de soluções na área de mobilidade corporativa –, a partir de entrevistas com 3,7 mil profissionais de 1,1 mil organizações em todo o mundo.
De acordo com o estudo, em média, os profissionais que usam dispositivos móveis trabalham 240 horas a mais no ano do que a população em geral. Além disso, 91% deles checam o smartphone fora do horário de trabalho, sendo que, entre esses, 30% acessam o equipamento a cada 6 minutos a 12 minutos.
Outra constatação interessante do levantamento da iPass é que 61% das pessoas que usam dispositivos móveis para trabalhar dormem com o smartphone por perto. Entre elas, 38% acordam durante a noite para checar o equipamento e 35% acessam o e-mail pelo dispositivo móvel logo quando despertam.
O lado ruim da história é que 29% dos entrevistados que utilizam os dispositivos móveis consideram que esses equipamentos trazem problemas para suas relações pessoais, em especial, com esposas, maridos e namorados.
Entre os entrevistados, 94% deles têm um smartphone e 41% usam tablets. Neste último caso, só 27% dos equipamentos foram fornecidos pelas empresas, enquanto que os demais 73% utilizam seus dispositivos pessoais para fins de trabalho.

Fonte: Olhar Digital

Fazenda rejeita proposta de alíquotas diferenciadas para ICMS

Brasília – O Ministério da Fazenda não aceitou a proposta dos governadores do Nordeste de estabelecer alíquotas diferenciadas para o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual conforme o grau de desenvolvimento do estado, disse há pouco o secretário executivo da pasta, Nelson Barbosa. De acordo com ele, essa não é a forma ideal de acabar com a guerra fiscal.
“Repetimos o que dissemos aos governadores do Sul e do Sudeste na semana passada. O governo federal considera melhor uma alíquota unificada mais baixa (para o ICMS interestadual)”, disse o secretário após reunião com os governadores. A cobrança de alíquotas de 7% ou 2% de acordo com a renda per capita do estado havia sido sugerida pelo governador do Ceará, Cid Gomes, e ganhou o apoio dos demais governadores da região, que se encontraram ontem (24) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O secretário, no entanto, admitiu que a equipe econômica está aberta a analisar a cobrança de alíquotas diferenciadas de tributos federais conforme o grau de desenvolvimento do estado para incentivar o desenvolvimento das regiões com menor renda per capita. “Esse é um modelo usado em vários países desenvolvidos”, explicou Barbosa, destacando que a diferença, nesse caso, é que os incentivos fiscais são coordenados pelo governo federal ao não envolverem tributos estaduais como o ICMS.
Segundo Barbosa, os governadores do Nordeste manifestaram preocupação com o comércio eletrônico. Atualmente, toda a arrecadação do ICMS das compras feitas pela internet fica com o estado onde a página na internet tem sede. Os estados da região sugeriram um acordo de repartição do imposto, nos moldes do que ocorre com os automóveis, cuja maior parte do imposto (55%) fica com os estados produtores e o restante (45%) com os estados consumidores.
O secretário afirmou que o governo federal defende o acordo, mas ressaltou que primeiramente os estados precisam chegar a um consenso para definir a forma de distribuição do ICMS. “Não nos interessa a concentração da arrecadação em poucos centros de distribuição (onde as páginas de internet têm domicílio). Agora, a distribuição ideal tem de ser discutida pelos estados”, disse.
Em relação à mudança dos indexadores da dívida dos estados, Barbosa voltou a afirmar que o governo federal admite discutir a questão, desde que haja o compromisso de que os demais itens da Lei de Responsabilidade Fiscal não sejam alterados. “O ministro está disposto a discutir, desde que apenas esse ponto da lei seja modificado. Não queremos abrir precedente para que diversos artigos da lei sejam mudados”, disse o secretário.
Segundo ele, a equipe econômica está disposta a mudar apenas o indexador da dívida que ainda não venceu, sem recalcular os débitos já pagos pelos estados. Barbosa declarou que ainda não está definido se o governo editará uma medida provisória ou enviará ao Congresso um projeto de lei complementar para alterar a forma de correção da dívida: “Cada jurista tem uma interpretação diferente sobre a forma jurídica a ser usada”.
Sobre o fundo de desenvolvimento regional que compensará os estados que perderem receita com a reforma tributária, Barbosa disse que a questão somente poderá ser debatida após o governo concluir os estudos sobre os prejuízos dos estados. Ele não informou uma data para o término dos trabalhos, apenas afirmou que será nas próximas semanas.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Empresas vão informar sobre gravações de call centers

Brasília - As empresas de telefonia e TV por assinatura deverão informar os consumidores que entrarem em contato com suas centrais de atendimento que a ligação será gravada e que uma cópia da gravação pode ser solicitada pelo usuário. A obrigação foi estabelecida hoje (19) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para facilitar a defesa dos usuários em casos de problemas com as empresas.
Ao ligar para os call centers dessas operadoras, o consumidor vai ouvir a seguinte frase: "Esta chamada está sendo gravada. Caso necessário, a gravação poderá ser solicitada pelo usuário". As prestadoras têm 30 dias para se adequar à alteração, depois da publicação no Diário Oficial da União. As empresas devem armazenar as gravações das chamadas por seis meses, no caso de telefonia móvel e TV por assinatura, e por 12 meses, no caso de telefonia fixa.
O direito de obter a cópia da gravação do atendimento nos call centers foi estabelecido em dezembro de 2008, com o decreto que instituiu novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs). O prazo para pedir a gravação é 72 horas.

Fonte: Exame.com
 
Do Blog: Apesar da matéria não informar se haverá cobrança adicional por esse serviço, creio que seja uma obrigação da operadora de repassar sem custo adicional para o cliente, também espero que o custo com esse serviço não seja repassado ao cliente por meio de tarifas de ligação. Mesmo que para isso é necessário altorização da Anatel, reguladora das tarifas de telefonia e demais recursos de telecomunicações. Então, vamos exercer nosso direito de cliente, e sempre que fizermos alguma reclamação ou solicitação importante, solicitar a cópia da conversa para que tenhamos uma ferramenta de argumento no caso de processos judiciais contra as operadoras.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arrecadação federal em 2011 reflete economia em desaquecimento

Conforme combinado no post anterior, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, fez a análise macro da atual economia do País. Ele disse na tarde de hoje (19) que o desempenho da arrecadação de impostos e contribuições federais tem refletido o nível da atividade econômica.
Acompanhando os resultados da variação acumulada, o secretário ressaltou que se vê nitidamente uma redução nos níveis de crescimento da arrecadação. Em janeiro, a elevação ficou em 15,34%. No acumulado, em fevereiro, o crescimento foi 13,01% e, em março, 11,96%, na comparação com os mesmos períodos de 2010. Segundo Barreto, no caso de janeiro, o índice sofreu forte influência do pagamento antecipado do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ).
Hoje, a Receita anunciou que a arrecadação ficou em R$ 85,155 bilhões em abril e bateu mais um recorde para o mês. Descontada a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o resultado representa um crescimento de 19,05% em comparação a março e de 10,34% em comparação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento chegou a 11,51%.
“O comportamento da arrecadação tem acompanhado os indicadores da economia. Estamos notando uma acomodação do nível da atividade que está se refletindo na arrecadação”, disse. Barreto explicou ainda que isso não significa queda e, sim, que a velocidade do crescimento tem diminuído, em uma demonstração de que a evolução do aumento da arrecadação vai acompanhar o nível de atividade da economia brasileira este ano.
Os números da Receita mostram que a arrecadação do PIS/Cofins, que indica o nível do consumo, teve elevação de 9,76%, pois entre janeiro e abril de 2010, ficou em R$ 58,8 bilhões e, no mesmo período deste ano, chegou a R$ 64,5 bilhões.
Outro indicador é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado ao Imposto sobre Importação, que também reflete o consumo, e que teve a arrecadação elevada de R$ 9,8 bilhões para R$ 11,9 bilhões (20,57%) na mesma base de comparação.
Houve elevação também no IPI que não é vinculado ao Imposto de Importação, que passou de R$ 8,8 bilhões para R$ 10,9 bilhões (23,70%). A arrecadação do IRPJ também aumentou, passando de R$ 54,3 bilhões para R$ 63 bilhões (16,33%).
O secretário rebateu críticas sobre o ritmo das medidas do governo para fazer a economia crescer numa velocidade menor. Segundo Barreto, ainda é necessário esperar um pouco mais até ser divulgado o resultado de maio, para ver se as medidas adotadas surtiram o efeito desejado ou não.
“De imediato, o impacto se dá em relação ao IPI e, sobretudo, ao PIS/Cofins, que tem um peso relevante na arrecadação. A arrecadação está dentro do comportamento esperado e previsto para este ano. Essa arrecadação acumulada ainda refletiu o nível de aquecimento de janeiro e fevereiro e, sobretudo, de 2010”.
O secretário manteve a previsão de crescimento da arrecadação em torno de 10% em termos reais mesmo com a inflação próxima a 6,5%.

Fonte: Agência Brasil

Arrecadação federal chega a R$ 85,1 bilhões em abril e bate recorde

Brasília - A arrecadação total de impostos e contribuições federais ficou em R$ 85,155 bilhões em abril e bateu mais um recorde para o mês. Descontada a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o resultado representa um crescimento de 19,05% em comparação a março e de 10,34% em comparação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o resultado nominal ficou em R$ 311,3 bilhões. Corrigido pelo IPCA, houve um aumento de 11,51% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Receita Federal, entre os principais fatores que contribuíram para a arrecadação recorde em abril estão a produção industrial, a venda de bens e o aumento da massa salarial, que influenciam tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS/Cofins, a contribuição previdenciária e o Imposto de Renda.
Logo mais a tarde, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, fará uma análise da arrecadação recorde de abril. Aguardemos para ver qual será a análise do secretário.

Fonte: Agência Brasil

Brasil tem seu primeiro e-commerce pelo Facebook

Foi lançada nesta quarta-feira (18) a LikeStore, primeiro serviço online no país que permite a qualquer usuário ou empresa vender produtos diretamente pelo Facebook.
A ferramenta estreia com o "Show de Ingressos", como a primeira loja dentro da rede social de Mark Zuckerberg.
A LikeStore mira em dois mercados crescentes no Brasil: o do e-commerce, que já registrou movimentação de R$ 14,8 bilhões no país em 2010, de acordo com o eBit, e nos quase 20 milhões de brasileiros que utilizam o Facebook.
No primeiro ano, o serviço espera realizar 150 mil transações com um ticket médio de R$ 120, movimentando um montante de R$ 18 milhões.
Neste primeiro momento, o desenvolvimento de lojas com o serviço LikeStore será restrito a grandes parceiros comerciais, como o "Show de Ingressos", especializado na venda antecipada de entradas para grandes shows, parques, cinemas, teatros e eventos em geral.
Hoje, os internautas cadastrados no Facebook poderão adquirir entradas para o show do Jack Johnson em Recife sem sair da rede, além de compartilhar com os amigos a compra feita.
“Já estamos em negociação com outras empresas interessadas em ter o seu F-Commerce, que é como chamamos este tipo de loja, nas próximas semanas. Agora é o momento para criar parcerias com marcas estratégicas para acostumar o brasileiro à ideia de comprar dentro de uma rede social”, explica Gabriel Borges, diretor e idealizador da LikeStore.
Em breve, o serviço estará aberto para qualquer usuário da rede social criar a sua loja.
Neste momento, os usuários do Facebook poderão transformar suas fan pages em uma vitrine de produtos, colocando imagens e descrições.
Ao fazer a adição de um produto, automaticamente o serviço já envia uma mensagem ao seu mural, notificando a lista de amigos. Depois, qualquer um (amigo ou não) poderá acessar a parte do perfil que foi transformada em e-commerce, escolher o que interessa e, sem sair da rede, fornecer informações de compra.
Na LikeStore, os usuários podem compartilhar com amigos, caso desejem, qual compra foi feita. “Isso vai gerando um buzz, que é a grande característica das redes sociais”, comenta Borges. Ao vendedor, resta receber a confirmação de pagamento e despachar o produto.

Fonte: Exame.com